Motivado pela luta contra a desigualdade social, professor Rangel Medeiros quer ser prefeito de Palhoça

Rangel diz que a educação é prioridade e fala das suas propostas como quinto entrevistado da série de entrevista publicada pelo Fato&Versão desde o dia 27

Rangel Medeiros, de 42 anos, candidato pelo PSOL, é professor da educação básica desde 1997 e professor universitário desde 2010. Fez a graduação e o mestrado em História na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e é doutor em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo). 

No ensino superior, lecionou nos cursos de Pedagogia, Administração, Direito, Processos Gerenciais, Logística, Publicidade e Propaganda, Enfermagem, Fisioterapia e também na pós-graduação nas áreas de Gestão de Pessoas, Gestão Pública e Gestão do Conhecimento.  Segundo Rangel, as desigualdades sociais – “evidentes quando se atua na educação básica pública” – e ter sido professor de Ciências Políticas o motivaram a entrar na política com o intuito de agir efetivamente na área. 

O Jornal Laboratório Fato&Versão está publicando uma série de entrevistas com os candidatos à prefeitura de Palhoça, com uma conversa por dia com cada candidato desde o dia 23 de outubro. As entrevistas são publicadas em ordem alfabética com respostas produzidas pelos candidatos ou suas assessorias. Hoje a entrevista é com Rangel Medeiros, do PSOL.

F&V – A mobilidade urbana é um problema no nosso município. Como você enxerga isso e quais as possíveis soluções?

Rangel Medeiros – Eu penso na mobilidade urbana junto com o transporte coletivo. Precisamos investir em ciclofaixas e em sinalização para ciclistas, pois essa área é bem precária. É importante melhorar alguns acessos aos bairros para evitar engarrafamentos, além de retomar linhas de ônibus entre bairros. Para isso, seria necessário um novo contrato de transporte coletivo com uma próxima empresa de ônibus ou com a Jotur, se ela permanecer, com um projeto mais exigente e mais linhas, que atenda às exigências da população. O transporte coletivo em Palhoça é caro, ruim e até inseguro, e isso desestimula as pessoas a usá-lo, optando muitas vezes pelo carro de passeio. Trabalhamos também com a ideia de uma rede de ciclofaixas que possa facilitar o acesso das pessoas a certos locais de concentração, por exemplo, a estação ou em alguns locais em bairros para poder pegar ônibus, criando uma cultura que, a médio prazo, pode amenizar o problema do transporte coletivo e melhorar a mobilidade urbana na cidade. 

F&V – Palhoça teve um crescimento econômico notável nos últimos anos. Como você avalia esse crescimento de modo geral?

Rangel Medeiros – A questão do crescimento é desejável, mas tem que ser um crescimento sustentável. Vai vir um grande condomínio para cá? Ok! Mas vocês não vão apenas construir, vocês vão ter que ter uma contrapartida, trazer algo em troca  para o município não virar um caos, como por exemplo construindo creches e escolas. Também é necessário limitar o tamanho de construções em algumas regiões, principalmente no sul, onde há uma investida do poder público atual para que se flexibilize as construções naquela área.

F&V – Educação é um dos temas mais importantes e é sua área. Como você pode ajudar a melhorar o cenário educacional do município?

Rangel Medeiros – É uma necessidade urgente creches que atendam o período matutino e vespertino para que os pais possam trabalhar. Precisamos ampliar vagas em escolas de ensino fundamental do primeiro ao nono ano. Faltam ginásios em várias escolas. Melhorar o salário dos professores, melhorar e ampliar o sistema de educação integral, integrar os serviços de saúde à educação, principalmente no sentido de ações educacionais da secretaria de saúde em termos de saúde preventiva, e até um consultório itinerante, ou seja, médicos visitando as escolas. 

F&V – Palhoça é um dos municípios mais violentos de Santa Catarina. Como podemos amenizar esse problema?

Rangel Medeiros – A violência urbana em geral tem muitas origens. Uma delas é a desigualdade social, e todo poder público tem que trabalhar para diminuir isso. A educação faz parte disso. Tivemos uma geração que foi precariamente à escola, abandonou a escola. Passava algumas horas na escola e em casa não tinha acompanhamento familiar. Então, educação de período integral pode promover uma educação mais sólida e afastar o jovem das ruas, das drogas, do tráfico de drogas e colaborar com isso tudo. 

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