Coronavírus: o principal motivador do desemprego no Brasil

A crise econômica que vem atrelada a pandemia da Covid-19, tem feito muitas empresas suspenderem os contratos de trabalho, dispensando muitos funcionários e gerando aumento no número de desempregados no Brasil. Isso ocorre pela redução das atividades em muitos setores empresariais, por conta do silomaneto social e a falta de locomoção.

Em conversa com César Silva, 32 anos, ex-funcionário de uma empresa voltada a Call Center e a tecnologia em Palhoça, ele conta, com tristeza, que possuímos um governante que não oferece estruturas para a população, para que todos mantenham seus empregos, dando exemplos de países como a Espanha e Itália que utilizam subsídios do governo para manter as empresas abertas. “Neste exato momento, de calamidade pública e social, perder o emprego é algo pavoroso”, ressalta. César até mesmo apresenta sugestões de como o dinheiro que a própria população oferece, como o caso dos impostos, possa ser reinvestido na sociedade.

O ex-colaborador fala com pesar que não foi informado da possibilidade de uma futura recontratação, apenas comunicaram o corte, alegando tratar de contenção de despesas, e que eles não conseguem arcar o pagamento de salário de todos os funcionários, motivo da demissão em 06 de abril de 2020.

César Silva afirma querer um novo emprego, porém a carteira dele continua assinada com a empresa antiga e está aguardando retorno para essa baixa. Além disso, com a atual situação de desemprego no Brasil, não vê probabilidade de contratação no momento, sua única esperança são estabelecimentos como mercados que possuem grande crescimento. Algo de muita ajuda para ele no momento é o auxílio emergencial do governo, sendo que já fez a solicitação e aguarda um retorno dessa análise, ansiando por um resultado positivo.

Apesar do desligamento, ele apoia o isolamento social, mostrando o exemplo da Itália, que no início não houve esse distanciamento necessário, causando cada vez mais mortes e pessoas contaminadas.

César Silva 

Além do caso dos desempregados, existem os autônomos, aqueles que possuem o seu próprio estabelecimento, que produzem o seu sustento. Com essa situação, mantiveram seus locais de trabalho fechados até novo decreto liberando as atividades.

Como é o caso do casal Edson Raulino, de 55 anos e Maria Aparecida de Matos, de 56 anos, donos de um bar no bairro de Vila Nova em Palhoça. Eles contam o aperto e angústia que passaram nessa quarentena para manter o seu estabelecimento fechado. Na segunda-feira (13) o governo liberou os bares e restaurantes a atenderem em balcões e na semana seguinte (20) foi liberado para os clientes serem atendidos nas mesas do local mantendo a distância segura de terceiros, trazendo um alívio e tranquilidade aos donos. A perca do lucro na quarentena foi considerável, porém aos poucos estão conquistando tudo novamente.

Edson Raulino

O comerciante relata que não pensou duas vezes para pedir o auxílio de R$ 600 do governo e que conseguiu aprovação recebendo uma ajuda maior. Maria Aparecida conta que por enquanto não teve a mesma sorte, a sua solicitação continua em análise, enquanto ela aguarda ansiosamente para poder dar um auxílio a mais ao seu local de trabalho.

Maria Aparecida de Matos

Atualmente, eles cuidam  ainda mais de seus clientes, por medidas de prevenção, sempre atentos a máscaras, luvas e ao distanciamento devido, esperançosos de que tudo passe logo e que não passem mais pela situação de aperto.

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